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15/01/2016
Microcefalia, uma situação de emergência

 O país enfrenta uma turbulência na saúde, a nova inquietação é o surto de microcefalia. Apesar da doença já ser conhecida, a epidemia preocupa o Ministério da Saúde, pais e médicos em todo o país.  A microcefalia é uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor do que o padrão para o sexo e a idade dele. O perímetro cefálico normal é superior a 33 cm, e os bebês com a malformação congênita nascem com o perímetro cefálico menor do que isso. A doença está associada a diversos fatores, como o uso de substâncias químicas na gravidez, contaminação por radiação e infecção por bactérias ou vírus.
Em média, 90% das microcefalias estão associadas ao retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. Somente o diagnóstico pode revelar a proporção das sequelas de acordo com cada caso. A doença é grave e está tomando proporções incontroláveis com a descoberta de estar relacionada ao vírus Zika.  Segundo o último boletim epidemiológico sobre microcefalia do Portal da Saúde do Governo, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste brasileira. A confirmação foi possível a partir da avaliação do Instituto Evandro Chagas pela identificação da presença do vírus Zika em amostras de sangue e tecidos do recém-nascido que foram a óbito no Ceará. O maior número de casos foi registrado em Pernambuco (268); em seguida, estão Sergipe (44), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (21), Piauí (10), Ceará (9) e Bahia (8). Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como: a transmissão desse agente; a sua atuação no organismo humano; a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. 
Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez, por isso as gestantes devem reforçar o uso de repelentes, proteger-se contra mosquitos e evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas da doença (febre baixa, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo). A doença se manifesta no nascimento ou pode se desenvolver entre os primeiros anos de vida. Os prejuízos ocorrem no desenvolvimento da criança na inteligência e na capacidade motora, em níveis diferentes de acordo com cada diagnóstico e apesar de não ter cura, tem tratamentos paliativos e pode estar associada a outras doenças.
 
Doenças que causam microcefalia:
• Síndrome de Cornelia de Lange
• Síndrome Cri-du-Chat
• Síndrome de Down
• Síndrome de Rubinstein-Taybi
• Síndrome de Seckel
• Síndrome Smith-Lemli-Opitz
• Trissomia 13
• Trissomia 18
 
Estas outras doenças podem causar indiretamente microcefalia:
• Fenilcetonúria (PKU) materna não controlada
• Envenenamento por metilmercúrio
• Rubéola congênita
• Toxoplasmose congênita
• Citomegalovírus congênito (CMV)
• Uso de certas drogas durante a gravidez, especialmente álcool e fenitoína
• Subnutrição.

Fontes: Ministério da Saúde, Ciências UOL, Portal da Saúde e ABC da Medicina. 
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