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20/01/2016
Vacina contra dengue será uma realidade no Brasil

 Uma vacina contra dengue foi protocolada pela Anvisa – Agência de Vigilância Sanitária – em março de 2015 e deve ser disponibilizada no Brasil no segundo semestre de 2016.  Esta é a mais avançada das seis vacinas contra a dengue pesquisadas no mundo, e foi desenvolvida por um laboratório francês. O Instituto Butantan também está desenvolvendo uma vacina, mas a previsão é que ela só esteja disponível em 2018.  A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan será em dose única e a francesa prevê três doses, com intervalo de seis meses. O Ministério da Saúde já anunciou que vai definir áreas e grupos etários que serão prioritários quando a vacina estiver disponível.
Segundo doutor Jaime Rocha, médico infectologista (CRM-PR 17227 / RQE 12744), a vacina é aguardada há cerca de 20 anos e será muito bem-vinda, já que a dengue é a doença tropical que mais cresce no mundo. Rocha descreve que a doença vem apresentando aumento em determinados períodos devido ao fato de terem circulado sorotipos diferentes de dengue. Foi o que aconteceu em 2013, por exemplo.  “E um novo sorotipo implica que todos que já tiveram a doença no passado deixaram de estar imunes, já que os pacientes estão imunes somente contra o sorotipo que ele adquiriu antes”, diz. O infectologista explica que a detecção da dengue é feita por um exame clínico, baseado nos sintomas e no exame físico do paciente, e por testes laboratoriais. Dentre os exames laboratoriais estão: o hemograma, popularmente conhecido como exame de sangue, que fornece informações iniciais importantes como indícios de uma evolução desfavorável; a sorologia para dengue, que permite determinar se a pessoa possui anticorpos contra o vírus; a tipagem do vírus, que permite determinar o sorotipo. Rocha indica que os exames laboratoriais sejam realizados a critério do médico. Recomenda-se, entretanto, que se espere pelo menos até o quinto dia do início dos sintomas para realizar a sorologia, já que ela depende da presença de anticorpos contra o vírus. “Isso porque o teste IgM tem a capacidade de detectar anticorpos anti-IgM em praticamente 80% dos pacientes com cinco dias de doença, contados a partir do início dos sintomas, por volta de 93% dos pacientes com seis a dez dias de doença e 99% entre dez e 20 dias”, afirma o especialista.
Outro exame sorológico usado é o IgG. Rocha explica que ele é menos específico para dengue que os anticorpos IgM, o que pode levar a resultados falso-positivos. “Mas é importante a realização dos dois exames, IgM e IgG, principalmente em casos de pacientes reinfectados, pois eles podem eventualmente não sofrer elevação da IgM no teste”, diz Rocha. Já a tipagem do sorotipo viral, de acordo com o infectologista, deve ser feita de preferência na primeira semana da doença, período no qual a viremia é maior.
 
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